segunda-feira, 8 de agosto de 2016

“NO MEIO DO CAMINHO TINHA UM POKÉMON, TINHA UM POKÉMON NO MEIO DO CAMINHO”



Sobre o assunto, não vou explicar o quem vem a ser o tal jogo Pokémon Go, pois já é amplamente conhecido; não vou entrar em detalhes técnicos sobre o assunto, nem mesmo vou dar atenção às teorias de conspiração, tal como aquela que as pessoas não estão lendo os termos de uso, que permite acesso completo aos dados do telefone, câmara, microfone, etc, possibilitando a CIA (sim, a CIA), ter acesso a fotos de todas as casas onde o jogo é usado. Não, não vou falar sobre isso. Minha intenção aqui é outra. Os Extremos... Sempre tem os extremos...

Eu já li vários textos que me mandaram, já vi vários vídeos que estão rodando as redes sociais, já vi vários vídeos e notícias de pessoas que se machucaram e se acidentaram por procurar Pokémon, já vi notícias de pedófilos e assaltantes que estão usando o jogo para atrair crianças e jovens, e já abri o portão de casa por causa do barulho de três garotos que procuravam Pokémon na frente da minha casa. Eu já vi o suficiente pra tirar minhas conclusões!

Não tenho nada contra quem joga, adulto ou criança, só acho um jogo tolo e fútil. Se as pessoas que jogam são tolas e fúteis eu não sei, mas eu sei que quando a gente faz muita coisa tola e fútil a gente acaba mesmo se tornando tolo e fútil, ainda que por algum período.

Agora, opinião minha, você não precisa concordar, que "mania de crente" de demonizar tudo! Caiu, é o capeta; tossiu, é o capeta; entrou um cisco no olho, é o capeta; se descuidou e agora tá com conta pra pagar, é o gafanhoto cortado; tá com um processo que não anda, é o capeta; é boticário, é do capeta; é Avon, é do capeta; Coca-Cola, é demônio purinho; Pokémon Go, é o Ciber Demônio (Oi??? Sério?), demônio de bolso, etc...

Meu Deus! Vamos afinar o tom gente? Desde que o há homens na terra Satanás tenta frustrar o relacionamento deles com Deus, tenta dominá-los, por quaisquer meios, e quer entreter a humanidade, para que esta não tenha tempo para “descobrir” Deus. Não é a Coca-Cola ou o Pokémon Go que tem demônio, é o deixar ser dominado por algo que está errado!!! O Guloso peca por não dominar-se, o Jogador sem domínio peca por não ter Domínio Próprio, que é um fruto do Espírito. Para nós, cristãos, o erro não está nas coisas, mas na forma como a utilizamos. Não devemos ser dominados por nada. Nada pode tomar o tempo que devemos dedicar a Deus.

Vamos lá pessoal, qual a diferença entre o cara que Joga Pokémon Go e o que joga Futebol no Xbox? Qual a diferença entre o que joga Pokémon Go e o que fica horas no Facebook, Instagram ou Twitter? Se você tem uma rede social como o Facebook instalado no seu celular e acessa pelo menos três ou quatro vezes ao dia, você não é diferente da pessoa que tem o Pokémon Go em seu celular. A diferente entre vocês é que aquele sai de casa pra jogar e você fica sentado olhando o Facebook. Estão perdendo tempo da mesma forma. E, na medida do tempo em que ambos perdem em tais coisas, estão se tornando igualmente tolos e fúteis.

Por fim, penso da seguinte forma: Não serve pra mim, não serve para meus filhos! Nesse momento, minha esposa e eu, cristãos, estamos batalhando pela verdade na mente e corações dos nossos filhos, sem extremismos, ensinando a verdade pura e sincera, com amor e devoção inteligente. É agora que exercitamos a autoridade que temos, nosso não deve ser não, e nosso sim deve ser sim. Existem outras formas de se divertir, e, para nós, Pokémon Go não é a melhor delas.

Por isso entendemos que o demônio não está no jogo, a ponto de dizer às pessoas ou às nossas crianças: “isso é do demônio, não faça isso”. Ao invés disso, melhor dizer: “Pense! É a melhor forma de estar livre para as pessoas e para Deus?”. Isso nos fará abdicar das coisas, tal como ter o tal jogo, por consciência, e não por medo, pois, como já disse, o jogo em si não é do demônio, é apenas um jogo completamente tolo.

É o que penso.

Walter H. C. Silva.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Carta a um amigo com problemas



*Sem nomes reais, mas a história e a carta são bem verdadeira
Olá meu amigo e irmão.

Em primeiro lugar, quero dizer que sentimos saudades de você. Você é muito especial para mim, e sua amizade é muito verdadeira. Sem “puxa-saquismo”, admiro você por ser verdadeiro em tudo, ainda mais agora, por admitir que precisamos uns dos outros para melhorar nossas vidas no caminho de Deus.

Eu não sei exatamente como é a sua luta, mas eu posso sentir sua dor quando olho pra dor da minha luta. Já congregamos juntos, tempo suficiente para conhecermos um ao outro. Eu não tenho a mesma luta que você, minhas lutas são distintas, mas são lutas. O que nos une não é o pecado que cometemos, mas é a vontade de sermos livres dos pecados distintos que temos. Você luta, eu luto, todos lutamos contra algo que nos atrai. Mas uma coisa é certa, nunca devemos lutar sozinhos.

Eu admiro você porque você não é uma daquelas pessoas que arrotam santidade nas pessoas, eu algumas vezes já fui, mas agora, quanto mais vejo a santidade de Deus, mais enxergo minha pequenez. Hoje, eu prefiro imitar pessoas verdadeiras como você do que aqueles que dizem-se santos mas que fazem tudo errado no dia seguinte. É sobre a verdade que estamos lidando. Eu olho pra mim, e enxergo a verdade sobre mim. Você a mesma coisa. E é isso que nos move a querer mudança, a buscar ajuda. Pessoas curadas não precisam de médicos, assim como pessoas santas não precisam de Cristo. Eu não sou santo, tenho inúmeros pecados, alguns grotescos, alguns que me dominam, e é por isso que peço socorro para Cristo, e, de vez em quando Ele mesmo me traz consolo para a alma, mas na maioria das vezes ele manda alguém sofrido tanto quanto eu pra me ajudar a me lembrar que Ele, Jesus, gosta de pessoas com defeitos, porque ele as arruma.

Por isso amigo, eu admiro você por sua coragem, e insisto que você permaneça sincero no desejo de ser outro. Eu ainda estou tentando isso. Não é fácil amigo. Você pode contar comigo para o que precisar, eu posso não ter muitas experiências pra contar ou ensinamentos práticos pra ensinar, mas eu posso compartilhar algo muito mais excelente com você, minhas lágrimas. Eu posso orar por você, eu posso ouvir você, eu posso entender suas dificuldades, porque, uma vez mais digo, sou um cara cheio de problemas emocionais, de caráter, que me tornam pecador o suficiente pra ser alcançado por um Deus que é mais forte que essas coisas que estão dentro de nós. Eu sei o que é “cair mais uma vez”, “errei de novo”, “outra vez fiz isso” e etc., você se lembra dos meus testemunhos, sabe do que estou falando. Eu sei o que é não ter domínio sobre si... Eu às vezes perco o total domínio sobre mim... Mas é como disse, somente a verdade sobre nós nos fará vermos que precisamos de ajuda.

Eu espero que você esteja feliz com a ajuda que está recebendo, e que ela esteja lhe ajudando. Mas não se esqueça que aliado a ajuda dos homens, está o poder de Deus de fazer nova a vida de homens como nós. Eu espero que a verdade aumente nossa amizade, que a sinceridade nos ajude a caminharmos juntos, sem hipocrisia e falsa modéstia. Eu espero estar do seu lado quando o assunto for “eu preciso de um Deus mais forte do que eu imagino”, porque é o que precisamos, de um Deus que supere nossas expectativas sobre ele.

Conte comigo amigo, e fica na paz.

Seu amigo, verdadeiro e sincero,

Walter H. C. Silva.

terça-feira, 5 de julho de 2016

RELATOS DE UM PAI EM APUROS




Pedro, o filho mais velho (09 anos), antes de ter sido batizado, já lera todo o Novo Testamento. Tudo era muito claro: Jesus era o centro de todos os livros. Agora, depois de ter sido batizado, ganhou uma bíblia nova do seu tio, aquelas cheias de histórias e ilustrações para sua idade. De tão empolgado que ficou com o presente, já começou sua leitura do Antigo Testamento. Já nas primeiras folhas, aquelas explicativas, demonstrou surpresa: “que massa que é minha bíblia” disse ele, “eu nunca vi uma bíblia tão legal”. Animado com a reação do garoto, incentivei-o a continuar seu plano de leitura, agora do Velho Testamento intercalado com o Novo, e prometi a ele fazer um plano de leitura só pra ele, pois aquele que outrora lera fora feito especialmente para a célula da qual pertencemos.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Quando um Líder pede perdão...



Eu já fui líder de pessoas. Já liderei equipe de serviço, já liderei pessoas em igrejas, e há bem pouco tempo, deixei de exercer liderança sobre um grupo pequeno de irmãos, que carinhosamente chamamos de célula. Mas sobre tudo, ainda continuo a ser um líder, em casa, da minha esposa e dos meus filhos, razão pela qual ainda escrevo.

Num contexto específico, dias atrás, cometi alguns excessos, e, após refletir sobre a questão, tive de me desculpar, pedir perdão, assumir minhas falhas e me colocar na posição de tolo, como realmente fui. Mas depois disso, refleti um pouco mais, e observei os benefícios que poderiam advir de um pedido sincero de perdão de alguém que é visto como “líder”. Eis as minhas conclusões...

sábado, 26 de dezembro de 2015

Reflexões a Caminho de Emaús #3




“No caminho, conversavam a respeito de tudo o que havia acontecido.
Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles” - Lucas 24:14,15

Depois que chegamos a Cristo, muitas coisas aconteceram, mas nem todas foram boas. Talvez haja coisas que tínhamos certeza que aconteceria, mas não aconteceu. O mesmo se deu com esses viajantes a caminho de Emaús. Eles ouviram promessas, creram que algumas coisas deveriam ter acontecido, mas não resistiram ao tempo, e, por isso, concluíram que nada mais podia acontecer de bom. Entristecidos, resolveram pegar o caminho de volta, saíram sozinhos rumo à Emaús.

Tenho aprendido que muitos seguidores de Cristo estão, dentro da igreja, caminhando para Emaús, só que nem imaginam. Eles encontraram alguns que estão já quase sem esperança, e, juntos, discutem suas frustrações, compartilham suas motivações, meditam naquilo que vêem, ouvem testemunhos, participam de reuniões, mas não esperam que algo aconteça com eles. Eu já estive entre Jerusalém e Emaús, conheço essa trilha, mas eu sinceramente espero que esse não seja o seu caso hoje.

Entretanto, caso você esteja envolto em problemas não resolvidos, em pecados secretos que destroem sua alegria, nalgum embaraço da alma, do corpo, da mente ou nalguma situação que esperava que se ajeitasse quando Cristo entrasse na sua vida, e no meio da sua caminhada de fé você já está quase sem esperança de que algo possa ser feito, de que você possa ser livre, há uma esperança: “Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles” (v.15).

Cristo pode estar do seu lado, ouvindo seu clamor, conhecendo sua frustração, vendo seu desespero, e você nem sequer percebeu. Talvez Ele ainda não tenha entrado na conversa porque está deixando você caminhar em suas conclusões, para então poder mostrar que os caminhos dele são mais altos, e que os pensamentos dele são mais elevados que os nossos (Is. 55:9).

Uma coisa é certa, se você O conheceu, através da fé, que foi e ainda é precedida pelo arrependimento diário e da gratidão constante, mesmo que seus olhos estejam “como que fechados para O ver” (v.16), Ele caminha ao seu lado, e quando você derramar suas lágrimas, com sinceridade, Ele estará por perto, bem perto.

Nunca alguém que tenha confiado no Senhor saiu decepcionado; que possamos aprender a confiar, mesmo sem ver, pois “bem-aventurados os que não viram e creram” (João 20:29).

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Perdi a Fé na "fé" que eu tinha - Extratagema de Deus

Minha admiração pelo grupo "Extratagema de Deus" só cresce a cada dia que os ouço mais. Eis aqui mais uma prova da profundidade e pureza das rimas desses irmãos. Que Deus continue abençoando este grupo, para que mantenha-se imunes ao mercado gospel atual. 

 Walter H. C. Silva





Perdi a fé na fé que eu tinha, pra não perder minha fé

Era só o que me faltava,

pra eu poder abrir minha boca

e dizer tudo o que eu pensava.

Esses dias eu fui num culto precisava ouvir uma palavra,
cheguei lá cabisbaixo saí de lá pior que eu tava.
Eu tô cansado de ouvir duas horas de pregação,
e no final das duas horas só me tocar ilustração.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Reflexões a Caminho de Emaús #2




 E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús - Lucas 24:13


Aqui encontramos dois discípulos caminhando em direção a uma cidade chamada Emaús. Os outros ficaram em Jerusalém. Cristo havia sido entregue nas mãos dos ímpios, havia morrido, e já havia ressuscitado, entretanto, eles ainda não sabiam. O que eles sabiam eram das suas crenças, das suas motivações, dos planos que não deram certo. Eles estavam com os olhos postos em si, não enxergavam nada além daquilo que queriam ver.

Esses discípulos estavam com Jesus, fizeram parte do seu ministério, viram seus milagres, ouviram seus ensinamentos, provavelmente estavam presentes na ocasião do Sermão do Monte, bem como naquelas passagens em que Jesus afirma que era preciso que ele padecesse, morresse e, ao terceiro dia, ressuscitasse, pois se assim não fosse, eles não veriam o reino dos céus, não receberiam perdão e nem a vida eterna.

Ao terceiro dia, contudo, eles estavam decepcionados, desacreditado daquilo que ouviram, e, caminhando, compartilhavam de suas expectativas frustradas, das promessas que não foram cumpridas, do Cristo que disse que ia ressuscitar mas que não o fez.

É nesse ponto que paro pra refletir sobre minha caminhada, agora mesmo quero descobrir se fiquei em Jerusalém esperando o cumprimento da promessa ou se peguei a trilha para Emaús. Convido você a fazer o mesmo, sente-se no sofá do seu coração, chame a sinceridade e a coragem para lhe fazerem companhia e pense sobre isso.

Há, por ventura, alguma coisa que lhe incomoda quanto a permanecer crendo? Há alguma coisa que você esperava quando chegou à fé, entregou-se à Cristo, e que, aparentemente nunca vai acontecer? Deixe a sinceridade lhe falar, não omita nada, quais foram suas intenções quando decidiu seguir a Cristo? Quantas vezes você esteve na igreja, nas escolas bíblicas, nos grupos pequenos, teve certeza que Deus tinha algo, mas até agora nada? Quantas vezes você pediu oração, esperou resposta, compartilhou dores, esperou consolo, mas até agora nada?

Talvez você esteja igual a esses discípulos, decepcionados com aquilo que te ofereceram quando chegou à Cristo, olhando apenas para o que consegue ver. Já é o terceiro dia, a tarde vai passando, o verão está acabando, você sente o inverno se aproximando, e nada de Cristo, de cumprimento de promessa, de paz no coração, de alívio na alma, de alegria ao invés de choro; no seu coração, mesmo sem perceber, você já está caminhando para Emaús.

Contudo, te convido a continuar confiando naquilo que creu quando chegou ao Mestre. Ele nunca falha. É no terceiro dia que Ele ressuscita, não antes disso, nem depois disso. Ele sabe o que faz, esperar em Cristo é a maneira certa de continuar no caminho de Jerusalém. Traga à sua memória quantas coisas boas Ele já fez por você, por sua família. Lembre-se das vezes em que você quase voltou, mas bem na hora Ele trouxe providência. Lembre-se das alegrias que passou, da paz que já sentiu, do amor que outrora confortou seu coração. Ele nunca muda, o que muda é nossa maneira de nos comportar diante da espera.

Fé naquilo que se vê não é fé. Você sabe que tem fé quando permanece firme, crendo em Deus quando tudo se vai, quando a luz se apaga, daí você se lembra de tudo que aprendeu enquanto estava na luz, sente paz e confiança. Você pode não saber o caminho que está sendo levado, mas você sabe bem quem é aquele que te leva. Sabendo disso, você Crê.

Se está em direção Emaús, volte, Ele não falhou. Se ainda está em Jerusalém, fique firme, sua providência nunca falha.

Walter H. C. Silva

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